A pronúncia é a mesma, mas a ortografia... Quanta diferença!
Acácia Novaes
Com a confirmação da mudança ortográfica para 2009 surgem dúvidas e polêmicas: Quais serão as grandes mudanças? Estudantes e professores terão tempo suficiente para a adaptação? Quais os maiores interesses para essa mudança?
A intenção da reforma é unificar a ortografia língua portuguesa falada oficialmente nos oito países. Com a unificação haveria uma maior divulgação do idioma em todo o mundo. A língua Portuguesa é a terceira mais falada em todo o ocidente, perdendo apenas para o Inglês e o espanhol.
O professor de Gramática, formado em Direito e Letras pela UFBA, André Duarte critica a mudança: “A reforma ortográfica, que entrará em vigor em janeiro do ano que vem não representa a meu ver, uma conquista para o falante comum da língua portuguesa no Brasil. Pelo contrário, será mais um fator de confusão em relação à escrita”. André acredita que essa mudança atende a interesses basicamente econômicos, principalmente de editoras brasileiras, que se viam impedidas de comercializar seus títulos diretamente nos mercados dos demais países lusófonos. “Bom para os interesses econômicos do Brasil, ruim para os editores portugueses, que agora terão de competir com a boa qualidade dos livros brasileiros” afirma.
A grande preocupação está nas dificuldades de adaptação dos brasileiros, pois boa parte dos usuários da língua não têm o hábito de manusear dicionários e/ou gramáticas. Assim, haverá uma confusão grande em relação a assuntos já complicados, como o emprego do hífen, por exemplo. Além disso, o fato de coexistirem livros novos com os de grafia antiga acirrará ainda mais o problema. É provável que dez anos não sejam suficientes para expurgar, da cabeça de muitas pessoas, as antigas regras.
Porém, André Duarte acredita que apesar de não haver um posicionamento acerca da cobrança de tais mudanças em vestibulares, durante o período de transição, os assuntos não serão abordados pelas bancas examinadoras. “Aliás, é isso que dita o bom senso” conclui.
(Texto publicado no Jornal Vestibular em Foco - Avaliação em Oficina de Planejamento Gráfico)
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