8.3.09

Cosplay. O admirável Mundo Novo.


Em tempos de guerras... Seremos heróis!
Cosplay ao pé da letra significa costumizar, fantasiar. A caracterização de personagens de animes (desenhos japoneses) e mangás (quadrinhos japoneses) é um hobby difundido por todo o mundo e que vem crescendo na Bahia. O motivo? Criatividade, inocência, diversão, não existir idade mínima ou máxima para se fazer um cosplay, liberdade... Ter apenas uma preocupação: Traduzir semelhanças físicas e psicológicas, do seu personagem preferido, da forma mais real possível. Tudo pronto? Agora é só curtir.
A estudante em Designe Gráfico, Laís Lage, 18 anos, sempre gostou de revistas em quadrinhos, através destes, conheceu os mangás, que a levou a simpatizar com os Cosplay. Há três anos Laís conhece e curte essa cultura, mas, ainda não é um membro. “Você vai assistindo animes e se apega aquela figura de um jeito que você quer incorporar o personagem”. Conta Laís.
Na Bahia ainda existe preconceito em ralação ao Cosplay, alguns desconhecem totalmente, outros acham que é infantil assistir desenhos animados depois de certa idade, mas a estudante garante que nos eventos realizados pelos grupos não tem brigas e mesmo sem conhecer todos se abraçam. “Agente procura fugir dessa realidade conturbada para uma coisa mais alegre” diz.
O Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Leconte de Lisle Coelho Junior, escreveu o artigo “Cosplayers como fenômeno psicossocial: Do reflexo da cultura de massa ao desejo de ser herói”, onde explana sobre o aspecto subjetivo do herói, que pode ser muitas vezes, um reflexo do que seja o autor, ou, simplesmente, uma dupla-imagem do que seja o público ao qual ele se destina. Leconte, diz que deve haver maiores pesquisas para se conhecer os efeitos refletidos nas famílias, e também nas escolas destes membros. Ele encara o Cosplay como refúgio do imaginário juvenil.
Em salvador estes grupos se encontram nos Shoppings, onde marcam os eventos, quem participa desde o início deste Hobby na Bahia é a Cosplay, Iaína Estrela, 18 anos, também estudante de Designer na Unijorge. “Eu gosto muito de variar Cosplay, se tiver dez eventos no ano eu faço dez fantasias diferentes”. Conta. Iaína fala que os valores destas fantasias podem variar muito, mas o retorno é garantido... Diversão! “Nesses eventos ninguém te “olha torto”, você está do jeito que gosta, interpretando seu personagem preferido, brincando, correndo, fazendo coisas que você não faz em muitos lugares”, descreve.
Muitos desenhos são violentos, porém a estudante defende dizendo que existem classificações de faixa etária, assim como, nos filmes Hollyoodianos. “Para um anime influenciar negativamente uma pessoa, ela deve ter um certo transtorno pré-existente”, diz Iaína.
Segundo Leconte, quando um “fanático” por games, animes e mangás passa a ter uma rotina independente, com horários, alimentação, sono e lazer próprios, passa a ser preocupante. Uma das conseqüências desse isolamento é a timidez e a insegurança nos contatos sociais. “Os eventos entre os cosplayers são uma solução para a saída do isolamento e a vivência com um grupo em que o adolescente vai vestido como o personagem e não como ele mesmo, tornando-se um cosplayers”, conclui.
Brincar de fantasiar, senti o personagem, interpretar... Existem diversas definições de Cosplay, todas levam ao lúdico, a liberdade. Cosplay é... Um admirável Mundo Novo!

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